segunda-feira, setembro 26

ENTREVISTA COM CLEONICE MENEGATTI

Cleonice Maria Negrelle Menegatti, que trabalha há seis anos como farmacêutica do Serviço de Atendimento Especializado do Centro de Testagem e Aconselhamentos (SAE/CTA) DST/ AIDS de Eunápolis, Bahia. Durante uma tarde, esclareceu-nos dúvidas, respondeu perguntas e forneceu-nos materiais para trabalho e pesquisa.

“Aqui no SAE/CTA, temos o acompanhamento psicológico e médico. Esse não é só para o paciente, e sim para toda família.”

1)  Quantas drogas, hoje em dia, são ou podem ser utilizadas pelas pessoas com HIV/AIDS?

Estão disponíveis, no total, trinta e três drogas (incluindo diferentes combinações). Dentre essas temos as de uso oral e as de administração subcutânea. Em Eunápolis e região são utilizados dezenove remédios e suas distribuições ocorrem de acordo com cada paciente.

2)  Cada paciente precisa tomar quantas drogas?

Os pacientes devem tomar no mínimo três drogas. Em alguns casos, os medicamentos são condensados em apenas uma cápsula, fazendo com que a pessoa tome um comprimido que faz o efeito de mais de um. 

“O tratamento necessita de acompanhamento regular, para se avaliar efeitos colaterais e possíveis dificuldades em se seguir corretamente as recomendações”.

3)  Qual a diferença entre os medicamentos em relação a suas ações?

Os medicamentos se dividem em cinco classes:
- Inibidores Nucleosídeos da Transcripitase Reversa (Zidovudina, Abacavir, Didanosina, Estavudina e Lamivudina)
- Inibidores não Nucleosídios da Transcripitase Reversa (Efavirenz, Nevurapina e Etravirina)
- Inibidores de Protease (Amprenavir, Atazanavir, Darunavir, Indinavir, Lopinavir/r, Nelfinavir, Ritonavir e Saquinavir)
- Inibidores de fusão (Enfuvirtida)
- Inibidores da Integrase (Raltegravir)
   Todos eles têm a função de evitar a multiplicação do vírus ou impedir a redução de novas células infectadas pelo HIV.

4)  Qual é o número de pessoas com AIDS, tratadas em Eunápolis?

São cento e vinte e três pessoas acompanhadas no SAE /CTA. Delas seis     são crianças (de zero a quatorze anos) e o restante adulto.

“É essencial o diálogo com profissionais da saúde para que assim se compreenda o esquema das medicações e não haja dúvidas.”

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